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The Kiss

The Kiss, produzido por Thomas Edison em 1896, foi um dos primeiros filmes a ser exibido comercialmente. Nele encontramos os actores May Irwin e John Rice a reencenarem o beijo que protagonizaram na cena final da peça The Widow Jones. A realização ficou a cargo de William Heise. Desde logo foi um sucesso, apesar das criticas ferozes dos jornais. Considerado como um filme imoral, escandaloso, foi contestado pela sociedade conservadora da época. Em muitos dos sítios onde era exibido a policia marcava presença. Quando a contestação aumentava o sucesso crescia.

No seu catálogo Edison escreveu, They get ready to kiss, begin to kiss, and kiss and kiss and kiss in a way that brings down the house every time.

Menos Nove

 

Em 1957 sai o livro de Max Oub, Crimes Exemplares. Escritor hispano-mexicano, combatente da Guerra civil Espanhola pelo lado republicano, exila-se no México em 1942. Este livro é uma série de confissões de crimes, relatados em França, Espanha e no México. Como o escritor conta no prefácio da primeira edição, este é um material que passou da boca ao papel, aflorando o ouvido.  

Em 1997, com a produção, argumento e realização de Rita Nunes, surge a curta-metragem portuguesa Menos Nove baseada no livro de Max Oub. Menos nove em nove crimes. Exemplar!

Ver as seis partes neste post: (more…)

 

O filme que roda na cabeça do cineasta está longe de permanecer uma ficção. Seja este um filme opaco, secreto ou (volte face) aberto e transparente, seja ele uma narrativa com personagens, com história, com amor, será sempre o que o cinema essencialmente é. Descoberta. Uma descoberta que nunca nos poderá saciar, uma descoberta cega onde a luz predomina, uma descoberta muda inundada de som. O que nunca nos poderemos esquecer é que o cinema é um empreendimento mútuo, desafortunadamente humano. Como o próprio João César diz:

O cinema talvez seja apenas a procura da distância mais justa entre dois olhares – a distância do olhar que nos olha, o que corresponde à distância de conhecermos como somo conhecidos.

A César o que é de César!

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