30 Mar
No ano de 1999 sai a curta-metragem A Suspeita, realizado por José Miguel Ribeiro. Uma animação feita por stop-motion, que mostra a qualidade e originalidade do que por cá se faz. Com a produção de Zeppelin Filmes e Ópera do Tejo foi a animação portuguesa mais premiada de sempre.
Sinopse: Um compartimento de comboio, quatro pessoas, um revisor, um canivete de Barcelos e um potencial assassino. Chegarão todos ao fim da viagem?
Ver as três partes neste post: (more…)
28 Mar
Em 1957 sai o livro de Max Oub, Crimes Exemplares. Escritor hispano-mexicano, combatente da Guerra civil Espanhola pelo lado republicano, exila-se no México em 1942. Este livro é uma série de confissões de crimes, relatados em França, Espanha e no México. Como o escritor conta no prefácio da primeira edição, este é um material que passou da boca ao papel, aflorando o ouvido.
Em 1997, com a produção, argumento e realização de Rita Nunes, surge a curta-metragem portuguesa Menos Nove baseada no livro de Max Oub. Menos nove em nove crimes. Exemplar!
Ver as seis partes neste post: (more…)
3 Jul
Veredas, um filme que nasce da terra portuguesa, que se transcende na mitologia, que se propaga na tradição oral, interpela-nos no sentido do real. Este é o ponto de partida para que um cinema novo seja visto numa situação de confronto.
Veredas, um filme de 1977, revela-nos um mundo rural que, no início, transporta-nos para um universo arcaico, medieval, bem distante das realidades pós revolucionárias do 25 de Abril. Com o avançar do filme a ambiguidade entre o real e a ficção faz-nos questionar uma história, será a da Branca-Flor, que começa no norte e termina no sul. Este filme revela-se e constrói-se numa vereda, num caminho que nos obriga a atravessar o rio Lethes, numa travessia do Alentejo que é a travessia da dor. Pelas veredas que percorremos fica aqui a história do burrinho…
27 Apr
«Através da rotação deu-lhe a forma esférica(…), conferindo-lhe pois a figura que é, de entre todas, a mais perfeita.»
(Timeu, c. 410 a.C.)
1 Apr
O filme que roda na cabeça do cineasta está longe de permanecer uma ficção. Seja este um filme opaco, secreto ou (volte face) aberto e transparente, seja ele uma narrativa com personagens, com história, com amor, será sempre o que o cinema essencialmente é. Descoberta. Uma descoberta que nunca nos poderá saciar, uma descoberta cega onde a luz predomina, uma descoberta muda inundada de som. O que nunca nos poderemos esquecer é que o cinema é um empreendimento mútuo, desafortunadamente humano. Como o próprio João César diz:
O cinema talvez seja apenas a procura da distância mais justa entre dois olhares – a distância do olhar que nos olha, o que corresponde à distância de conhecermos como somo conhecidos.
A César o que é de César!
Comentários