O filme que roda na cabeça do cineasta está longe de permanecer uma ficção. Seja este um filme opaco, secreto ou (volte face) aberto e transparente, seja ele uma narrativa com personagens, com história, com amor, será sempre o que o cinema essencialmente é. Descoberta. Uma descoberta que nunca nos poderá saciar, uma descoberta cega onde a luz predomina, uma descoberta muda inundada de som. O que nunca nos poderemos esquecer é que o cinema é um empreendimento mútuo, desafortunadamente humano. Como o próprio João César diz:

O cinema talvez seja apenas a procura da distância mais justa entre dois olhares – a distância do olhar que nos olha, o que corresponde à distância de conhecermos como somo conhecidos.

A César o que é de César!